Rosca Rc (PT) x NPT: como ler os códigos R, Rp e G

Um manômetro chega de um fornecedor japonês com "R1/4" na folha de dados. O desenho japonês do skid indica "Rc 1/2 (PT)" nas conexões dos instrumentos. A sua planta usa NPT, o almoxarifado tem conexões BSPT e BSPP, e a pergunta é simples: alguma dessas peças vai rosquear na outra?
Resposta curta: as roscas R, Rc e Rp (JIS B 0203, baseada na ISO 7-1) e a rosca NPT (ASME B1.20.1) não são intercambiáveis. R, Rc e NPT são roscas cônicas para tubos (Rp é a rosca interna paralela que acopla com a R), mas o ângulo do perfil (55° x 60°), a forma do filete e a maioria dos passos são diferentes.
Em 1/2 e 3/4, o número de fios por polegada (FPP) chega a ser igual nos dois sistemas. Por isso, conferir só o FPP não diz se um par é compatível.
Este guia decifra as designações que aparecem em desenhos e folhas de dados japoneses: R, Rc, Rp, G e as antigas PT, PS e PF. Depois compara com NPT, BSPT e BSPP, mostra onde cada conexão veda e termina com checklist, perguntas para o lado japonês e textos prontos para a solicitação de cotação (RFQ).
Sumário
- Decodificador rápido: o que cada designação significa
- R, Rc e Rp: as roscas cônicas para tubos do Japão
- NPT: a rosca cônica americana para tubos
- Rc (PT) x NPT: comparação lado a lado
- BSPT, BSPP e onde as roscas G se encaixam
- Como especificar adaptadores e peças de reposição
- Checklist: confirme antes de conectar
- Perguntas para o fornecedor japonês
- Como escrever roscas para tubos em uma RFQ
- Limites deste guia
- Perguntas frequentes
Decodificador rápido: o que cada designação significa
Três perguntas resolvem qualquer designação de rosca para tubos: é macho ou fêmea, cônica ou paralela, e onde a conexão veda. A tabela abaixo responde às três para as designações que você mais provavelmente vai encontrar.
| Designação | Macho / fêmea | Cônica / paralela | Norma | Onde veda | Nome pelo qual você pode conhecê-la |
|---|---|---|---|---|---|
| R | Macho | Cônica | JIS B 0203 / ISO 7-1 | Na rosca (com vedante) | BSPT macho |
| Rc | Fêmea | Cônica | JIS B 0203 / ISO 7-1 | Na rosca (com vedante) | BSPT fêmea |
| Rp | Fêmea | Paralela (acopla com a R) | JIS B 0203 / ISO 7-1 | Na rosca (com vedante) | Fêmea paralela para a R (também na EN 10226-1); não é rosca G |
| G | Macho ou fêmea | Paralela | JIS B 0202 / ISO 228-1 | Junta, anel O-ring ou superfície de assentamento, não a rosca | BSPP |
| PT | Macho ou fêmea | Cônica | Designação JIS antiga (anexo da JIS B 0203) | Na rosca | Hoje se escreve R (macho) ou Rc (fêmea) |
| PS | Fêmea | Paralela (acopla com a PT) | Designação JIS antiga (anexo da JIS B 0203) | Na rosca | A designação atual mais próxima é Rp (confirmar) |
| PF | Macho ou fêmea | Paralela | Designação JIS antiga (anexo da JIS B 0202) | Junta ou face | Hoje se escreve G |
| NPT | Macho ou fêmea | Cônica | ASME B1.20.1 | Na rosca (com vedante) | Rosca cônica americana para tubos |
O restante do guia explica cada linha, começando pelo lado japonês.
R, Rc e Rp: as roscas cônicas para tubos do Japão
Rc é o símbolo da rosca cônica interna (fêmea) para tubos na JIS B 0203, a norma japonesa de roscas cônicas para tubos (kan'yo tēpā neji). O par macho é a R, e as duas rosqueiam entre si para formar uma junta estanque à pressão. Você encontra esses símbolos em conexões, válvulas e tomadas de instrumentos fabricadas para o mercado japonês.
Desde a revisão de 1982, o texto principal da JIS B 0203 segue a ISO 7-1, a norma internacional dessas roscas. As roscas ISO 7-1 também são cobertas pela EN 10226 (que substituiu a BS 21) e, fora do Japão, costumam ser vendidas como BSPT. O guia de identificação da Swagelok agrupa a R e a Rc da JIS com a BSPT como a mesma conexão de extremidade cônica.
"Cônica" significa que o diâmetro diminui em direção à ponta da rosca; por isso, o aperto entre as peças depende de quanto elas são rosqueadas. Na rosca paralela, o diâmetro básico se mantém ao longo do eixo. Na rosca cônica, o diâmetro medido muda conforme o ponto de medição.
Como R, Rc e Rp se diferenciam
R é a rosca cônica macho, Rc é a rosca cônica fêmea e Rp é uma rosca fêmea paralela projetada para acoplar com a R macho. A Rp é paralela, mas pertence ao sistema de roscas cônicas para tubos. Ser paralela não a torna uma rosca G.
Se a folha de dados do manômetro diz "R1/4", a conexão correspondente precisa ser uma Rc 1/4 ou outra rosca fêmea projetada para a R. Uma lista de peças que diz apenas "1/4" não informa a norma nem o gênero. O tamanho sozinho não define o que comprar.
A Figura 1 compara os três perfis em corte simplificado.
As linhas azuis traçam o envelope da rosca. A Rc se estreita em direção ao fundo, a Rp permanece paralela, e ambas foram projetadas para receber uma rosca macho R.
Cortes simplificados que comparam apenas os envelopes cônico e paralelo. Os perfis reais da rosca e os detalhes de usinagem foram omitidos.
As três são usadas onde a conexão veda na própria rosca. Na prática, a rosca é vedada com a fita veda-rosca ou o vedante líquido especificado, escolhido conforme os materiais e o fluido.
As roscas para tubos também formam um sistema à parte das roscas de parafusos. Não confunda um tamanho R ou G com uma rosca métrica como M8, pois os tamanhos e as dimensões seguem regras diferentes.
Normas ABNT que correspondem a essas roscas
No Brasil, a rosca R/Rc/Rp aparece na ABNT NBR NM-ISO 7-1, "Rosca para tubos onde a junta de vedação sob pressão é feita pela rosca". A NPT tem norma própria, a ABNT NBR 12912, e a rosca G corresponde à ISO 228-1. Confirme a edição vigente de cada uma antes de citá-las em especificação.
Correspondência com a norma não significa que as roscas de catálogos de fornecedores sejam idênticas. Em catálogos nacionais, "BSP" aparece muitas vezes sozinho; quando a conexão é crítica, peça ao fornecedor a norma exata e o tipo (cônica ou paralela).
PT, PS e PF: designações JIS antigas que ainda estão nos desenhos
PT é o antigo símbolo JIS para roscas cônicas para tubos e ainda está definido em um anexo da JIS B 0203. Ao contrário da Rc, a PT era usada tanto para macho quanto para fêmea. Se você decorar apenas "PT = Rc", vai ignorar as roscas macho, que hoje se escrevem R.
Catálogos que escrevem "R (PT)" ou "Rc (PT)" estão juntando o símbolo atual, específico do tipo de rosca, com o antigo. O sistema antigo também tinha a PS, uma rosca fêmea paralela que acopla com a PT macho, e a PF, uma rosca paralela para tubos hoje coberta pela G na JIS B 0202. Trate PT, PS e PF como três coisas diferentes.
Em desenhos antigos, confira a edição da norma e o gênero de cada rosca antes de escolher os calibres de inspeção. Segundo a fabricante japonesa de ferramentas OSG, os calibres PT e os calibres R marcam a faixa aceitável da extremidade do tubo de formas diferentes (um entalhe x dois entalhes). Os anexos também não cobrem todos os tamanhos, então uma indicação PT em um tamanho incomum precisa ser confirmada.
Ao trocar um equipamento, compare a marcação da peça, a especificação de compra original e o desenho de conexões. Se o desenho e a peça divergirem, não escolha um dos dois por suposição. Pergunte ao fornecedor qual documento reflete a condição construída (as built).
Uma rosca para tubos de 1 polegada não mede 25,4 mm
O tamanho nominal de uma rosca para tubos não é o diâmetro externo da rosca convertido em polegadas. O diâmetro maior de uma rosca R1 no plano de referência é de cerca de 33,249 mm (1,309 pol), e não 25,4 mm.
Como a R é cônica, o diâmetro medido também muda entre a ponta e a base. Em vez de decorar "R1 é 33 mm", anote qual diâmetro e qual posição da tabela da norma você está comparando. Esse hábito é mais útil na hora de conferir uma peça na bancada.
O diâmetro nominal do tubo também não é o furo. O diâmetro interno real depende da espessura da parede; por isso, use o diâmetro interno real, e não o tamanho da rosca, nos cálculos de vazão e velocidade.
NPT: a rosca cônica americana para tubos
NPT é a rosca cônica americana para tubos definida na ASME B1.20.1. Como as roscas R, ela é usada em tubulações e conexões de instrumentos, mas seu ângulo do perfil é de 60°, e não os 55° da família R. As cristas e as raízes da NPT são planas, enquanto na ISO 7-1 (R/Rc) são arredondadas.
Os tamanhos NPT são dados em polegadas, como 1/4 NPT, e você os vê em instrumentos e válvulas de muitos países. O país de fabricação não diz qual é a norma da rosca. Até um produto feito no Japão pode ter conexões NPT, se foi pedido assim; por isso, confira o código do modelo e a indicação de conexão.
Ângulo do perfil e conicidade são dimensões diferentes
Os valores de 55° e 60° são o ângulo entre os dois flancos de um filete, visto em um corte que passa pelo eixo. A conicidade descreve como o diâmetro geral varia ao longo do eixo. Não trate os dois como o mesmo tipo de ângulo.
R, Rc e NPT usam a mesma conicidade: 1:16 no diâmetro. O ângulo do perfil, o FPP, os diâmetros e as formas de crista e raiz são definidos por cada norma, então uma conicidade idêntica não torna as roscas intercambiáveis.
A Figura 2 amplia um único filete para mostrar a diferença de ângulo.
Um filete foi ampliado para mostrar o ângulo. Os raios de crista e raiz, os truncamentos e as tolerâncias foram simplificados.
Uma conicidade de 1:16 significa que o diâmetro varia 1 unidade a cada 16 unidades de comprimento. É uma grandeza diferente da inclinação de um flanco ou do ângulo do perfil, então indique no desenho qual dimensão você quer dizer.
NPS e NPTF não são outros nomes para NPT
As roscas americanas retas (paralelas) para tubos vêm em vários tipos, como NPSM e NPSC, cada um com sua finalidade e suas regras de acoplamento. Não abrevie tudo para "NPS" achando que são iguais. Confira a designação completa e o tipo de conexão especificado para o produto.
NPTF é a rosca Dryseal definida na ASME B1.20.3. Ela é projetada para vedar pelo contato entre cristas e raízes, o que a NPT não prevê. Como as dimensões de crista e raiz são diferentes, não trate NPTF e NPT como a mesma especificação só porque tamanho e FPP coincidem.
Rc (PT) x NPT: comparação lado a lado
As diferenças centrais são o ângulo do perfil (55° x 60°), o FPP em cada tamanho e as dimensões detalhadas. Tamanhos iguais nunca formam um par correto; se for preciso ligar os dois sistemas, use um adaptador feito para isso.
| Item | R / Rc / Rp | NPT |
|---|---|---|
| Norma | JIS B 0203 (baseada na ISO 7-1) | ASME B1.20.1 |
| Ângulo do perfil | 55° | 60° |
| Cristas e raízes | Arredondadas | Planas |
| Conicidade | R e Rc: 1:16. Rp: paralela | 1:16 |
| Gênero na designação | R = macho; Rc e Rp = fêmea | Não consta no símbolo; indique macho ou fêmea separadamente |
| Símbolos antigos ou relacionados | PT e PS ainda aparecem | Mantenha separada de NPTF, NPSM e outras |
| Intercambiáveis? | Não. Não misture roscas da família R com NPT, mesmo quando o tamanho ou o FPP coincidem. | |
Mesmo FPP (14) em 1/2 e 3/4 e, ainda assim, sem compatibilidade
O FPP não é diferente em todos os tamanhos. Em 1/2 e 3/4, os dois sistemas usam 14 fios por polegada. O ângulo do perfil e os diâmetros continuam diferentes, então FPP igual não é prova de que as roscas se encaixam.
Em 1/4 e 3/8, a família R tem 19 FPP e a NPT tem 18. Como os passos são diferentes, os filetes ficam cada vez mais fora de fase quanto mais fundo se rosqueia, e a sensação de algumas voltas à mão não confirma a norma.
A Figura 3 lista o FPP dos tamanhos mais comuns e converte o tamanho 1/4 em passo, em milímetros.
Os valores são fios por polegada (FPP). Use esta tabela para distinguir as normas, e não para aprovar ou rejeitar uma peça.
| Tamanho | Família R (ISO 7-1) | NPT | O que isso indica |
|---|---|---|---|
| 1/8 | 28 | 27 | FPP diferente |
| 1/4 e 3/8 | 19 | 18 | FPP diferente |
| 1/2 e 3/4 | 14 | 14 | Mesmo FPP, mas forma do filete e diâmetros diferentes |
| 1 | 11 | 11,5 | FPP diferente |
Um pente de rosca permite comparar o espaçamento dos filetes, mas o pente também precisa corresponder à forma do filete. Os tamanhos 1/2 e 3/4 são muito parecidos nos dois sistemas. A Swagelok observa que a identificação positiva pode exigir um projetor de perfil (comparador óptico); por isso, cruze desenho, marcação e especificação do fabricante, em vez de forçar uma conclusão só pela medição.
Medir o diâmetro externo com paquímetro também ajuda a reduzir as opções, mas a leitura depende do ponto de medição na parte cônica e do desgaste. Não reutilize uma tabela de identificação como critério de aceitação. Na inspeção, use os calibres e os métodos que a norma especifica.
BSPT, BSPP e onde as roscas G se encaixam
BSPT (British Standard Pipe Taper) é o nome comum da rosca cônica da família ISO 7-1, e aparece quando se comparam as roscas R e Rc japonesas com conexões de outros países. Uma especificação que diz só "BSP" não define se a rosca é cônica ou paralela, nem como a extremidade veda.
BSPP (British Standard Pipe Parallel) é o nome comum da rosca paralela para tubos associada à ISO 228-1, a rosca G. No papel, BSPT e BSPP se parecem, mas podem vedar de formas diferentes. Confira o desenho de conexões do produto e a norma citada antes de escolher a peça de acoplamento.
O mesmo vale quando instrumentos de outros países entram em tubulações japonesas. Leia no desenho de conexões se a rosca é R, Rc, Rp ou G. Se constar apenas "BSP", pergunte ao fabricante qual é a norma aplicável e o método de vedação.
A rosca G veda em uma junta, um O-ring ou uma superfície de assentamento
G é uma rosca paralela para tubos e, ao contrário da família R, não foi feita para vedar na rosca. Ela funciona junto com um elemento de vedação previsto na extremidade da conexão, como uma junta, um O-ring ou uma superfície de assentamento. Para extremidades de rosca reta como essas, a Swagelok observa que o vedante de rosca não é exigido nem recomendado.
Não coloque um macho G em uma fêmea Rc, nem um macho R em uma fêmea G, só porque o tamanho coincide. A menos que o fabricante do equipamento tenha projetado e especificado expressamente uma conexão mista, confirme que a norma da rosca e o elemento de vedação combinam.
A Figura 4 mostra onde cada tipo de conexão veda.
À esquerda: R em Rc. À direita: exemplo de conexão G com junta de face. O azul marca o ponto de vedação. À direita, a junta fica comprimida entre o ressalto da peça macho e a face da peça fêmea.
Cortes simplificados, sem filetes nem dimensões. O lado direito mostra um exemplo de conexão G.
Uma rosca que aperta não impede vazamentos se as superfícies de vedação previstas nunca se encontram. Trate "fixado mecanicamente" e "vedado" como duas verificações separadas, como se faz com faces de flange e juntas.
Em conexões com O-ring ou junta, também é preciso um material de vedação adequado ao fluido, à temperatura e à pressão, além de uma superfície de vedação correta na peça de acoplamento. Registre essas condições no desenho, e não apenas o símbolo da rosca.
Quais combinações são normalizadas?
Use esta tabela como primeira triagem quando um conjunto misto de peças chegar à bancada. "Não é um par normalizado" significa que a combinação não está definida em uma norma comum; só o projeto e a aprovação específicos de um fabricante podem justificá-la.
| Macho | Fêmea | Situação | Vedação |
|---|---|---|---|
| R | Rc | Par normalizado (cônica/cônica) | Na rosca, com vedante |
| R | Rp | Par normalizado (cônica/paralela) | Na rosca, com vedante |
| G | G | Par normalizado (paralela/paralela) | Junta, O-ring ou superfície de assentamento |
| G | Rc ou Rp | Não é um par normalizado | Confirmar com o fabricante |
| R | G | Não é um par normalizado | Confirmar com o fabricante |
| NPT | NPT | Par normalizado | Na rosca, com vedante |
| NPT | Rc, Rp ou G (ou o inverso) | Incompatível | Usar um adaptador |
Como especificar adaptadores e peças de reposição
Ao usar um adaptador, descreva cada extremidade, por exemplo "R 1/4 macho de um lado, 1/4 NPT fêmea do outro". "Adaptador 1/4" não diz nada sobre direção ou gênero. Uma indicação vaga assim é o que leva uma obra a receber um adaptador com duas extremidades macho.
Roscas compatíveis não garantem que o corpo do adaptador sirva ao sistema. Confira a pressão nominal, o material e a faixa de temperatura. Um adaptador pequeno continua sendo parte do contorno de pressão, então avalie-o nas mesmas condições de serviço do instrumento ou da válvula a que ele se liga.
Conexões com materiais dissimilares ou aço inoxidável também exigem atenção à corrosão e ao engripamento (galling). Escolha um método de montagem que não sobrecarregue as roscas. Se a troca muda o material, verifique a compatibilidade química e ambiental, e não apenas a resistência.

O número de voltas e o torque de aperto dependem do tamanho, dos materiais, do vedante e do componente conectado. Nunca force uma rosca incompatível com a chave e não continue apertando só para estancar um vazamento. Volte às instruções de montagem do fabricante.
Roscas fêmeas plásticas pedem cuidado extra. Rosquear uma rosca macho cônica nelas pode dilatar a peça fêmea até trincá-la. Fabricantes japoneses de tubos plásticos, como a Kubota ChemiX, trazem alertas sobre o aperto de juntas roscadas em conexões plásticas; siga as condições especificadas pelo fabricante.
A fita veda-rosca e o vedante líquido não compensam uma norma incompatível. Evite que o vedante seja empurrado além da ponta para dentro do fluxo, onde pode chegar aos instrumentos como detrito.
Antes de afrouxar qualquer conexão, confirme separadamente que o fluxo está isolado e que não há pressão residual. Siga o procedimento de isolamento e de bloqueio e etiquetagem (LOTO) da sua planta, observando as NR aplicáveis, como a NR-10 e a NR-12. Depois da montagem, verifique vazamentos e o funcionamento pelos métodos especificados e registre as especificações da conexão e do adaptador.
Uma foto que mostre a marcação, junto com o desenho atualizado, poupa à próxima pessoa a tarefa de identificar a rosca do zero.
Checklist: confirme antes de conectar
A Figura 5 tira a decisão do "parece que encaixa" e a leva de volta à norma e à vedação. Se alguma linha estiver em aberto, resolva antes de apertar qualquer coisa.
Registre cada item para cada conexão, incluindo as duas extremidades de qualquer adaptador.
| Item | O que registrar (exemplo) | O que dá errado se for ignorado |
|---|---|---|
| Norma e gênero | R 1/4 macho; 1/4 NPT fêmea | Norma ou gênero errado pedido no mesmo tamanho |
| Cônica ou paralela | Rc x Rp x G | Suposição errada sobre onde a conexão veda |
| Método de vedação | Fita ou vedante especificado; superfície de assentamento ou O-ring | A conexão aperta, mas continua vazando |
| Condições de serviço | Material, fluido, pressão, temperatura | Partes que não são a rosca ficam inadequadas |
| Evidência e revisão | Marcação, desenho de conexões, código do modelo, manual | Um palpite sobre uma designação antiga passa para a próxima troca |
Perguntas para o fornecedor japonês
Envie estas perguntas antes de o equipamento ser embarcado, de preferência enquanto o desenho dimensional ainda está em análise. Pedir respostas por escrito, no próprio desenho, evita confusão depois.
- Qual norma rege cada conexão: JIS B 0203 (R, Rc, Rp), JIS B 0202 (G) ou ASME B1.20.1 (NPT)?
- Cada conexão é macho ou fêmea, cônica ou paralela?
- Onde cada conexão veda: na rosca, com vedante, ou em uma junta, um O-ring ou uma superfície de assentamento? O elemento de vedação é fornecido com o equipamento?
- O desenho mostra PT, PS ou PF. Qual é a designação atual de cada conexão (R, Rc, Rp ou G)?
- O equipamento pode ser fornecido com conexões NPT? Se não, vocês fornecerão adaptadores, e qual é o material e a pressão nominal deles?
- A marcação da peça corresponde à revisão do desenho que temos?
- Qual vedante, método de aperto e torque ou número de voltas vocês recomendam para cada conexão?
Como escrever roscas para tubos em uma RFQ
Escreva sempre a designação, o tamanho, o gênero e o número da norma. Os exemplos abaixo usam valores provisórios entre colchetes; substitua-os pelas suas condições de serviço reais.
- Conexão de instrumento: "Conexão ao processo: rosca cônica macho R 1/4 para tubos conforme JIS B 0203 (ISO 7-1)."
- Conexão do equipamento: "Conexões de instrumentos: rosca cônica fêmea Rc 1/2 para tubos conforme JIS B 0203 (ISO 7-1). NPT não aceita, salvo aprovação por escrito."
- Conexão paralela: "Conexão: rosca paralela fêmea G 1/4 para tubos conforme ISO 228-1 (JIS B 0202). Informar o método de vedação (junta, O-ring ou superfície de assentamento) e fornecer o elemento de vedação."
- Adaptador: "Adaptador, 1/4 NPT macho (ASME B1.20.1) x Rc 1/4 fêmea (JIS B 0203 / ISO 7-1), [aço inoxidável 316], pressão nominal de [X MPa (X psi)] a [Y °C (Y °F)]."
- Exigência para o desenho: "Indicar a norma da rosca, o tamanho e o gênero de cada conexão no desenho dimensional. Não usar PT, PS ou PF sem a designação atual."
Para consultar sobre um pedido já emitido, você pode adaptar a mensagem abaixo. Uma pergunta por linha facilita a resposta do fornecedor (a mesma estrutura pode ser enviada em inglês, que é o idioma usual da comunicação técnica com o Japão).
| Assunto: Norma da rosca das conexões dos instrumentos, [modelo / número do pedido] Prezado(a) [nome], Por favor, confirme os itens abaixo para as conexões do desenho [número], revisão [X]: 1. Norma da rosca de cada conexão (JIS B 0203 R/Rc/Rp, JIS B 0202 G ou ASME B1.20.1 NPT) 2. Macho ou fêmea 3. Método de vedação (vedante de rosca, junta ou O-ring) 4. Designação atual de qualquer conexão marcada como PT, PS ou PF A tubulação da nossa planta usa NPT. Se forem necessários adaptadores, por favor cotá-los informando material e pressão nominal. Atenciosamente, [Seu nome] [Empresa] |
Limites deste guia
Este guia serve para identificar roscas e fazer as perguntas certas. Os valores aqui apresentados servem para distinguir normas, e não para aprovar ou rejeitar peças. Na inspeção, use os calibres e os métodos da norma aplicável.
Em equipamentos sob pressão (por exemplo, os enquadrados na NR-13), gás combustível, hidráulica de alta pressão e outros sistemas regulamentados, quem define as conexões aceitáveis é o projetista do sistema, com base na norma e na regulamentação aplicáveis. Conexões mistas nesses casos precisam da aprovação deles, e não de uma decisão tomada na bancada.
Algumas conexões que usam roscas G são sistemas completos, com geometria de vedação própria, como a conexão com flare de 30° da JIS (JIS B 8363). Portas com O-ring e rosca reta, como a SAE J1926, também são sistemas à parte. Identifique a conexão de extremidade inteira, e não apenas a rosca, e confirme os detalhes com o fabricante.
Perguntas frequentes
Qual é o equivalente NPT de PT ou de R 1/4?
Não existe rosca NPT que acople com a PT ou com a R 1/4. PT é o nome antigo de uma rosca R (macho) ou Rc (fêmea); a família R tem ângulo de 55° e 19 FPP em 1/4, enquanto a 1/4 NPT tem 60° e 18 FPP. Para ligá-las, use um adaptador especificado nas duas extremidades, como 1/4 NPT macho x Rc 1/4 fêmea.
A 1/2 NPT encaixa na Rc 1/2, já que as duas têm 14 FPP?
Não. As duas têm 14 FPP, mas o ângulo do perfil e os diâmetros são diferentes, então não formam uma conexão correta, mesmo que as primeiras voltas entrem à mão. Use um adaptador com as duas extremidades especificadas.
Rp e G são iguais, já que as duas são paralelas?
Não. A Rp é uma rosca fêmea paralela projetada para acoplar com a R macho e vedar na rosca, enquanto a G pertence a um sistema separado de roscas paralelas para tubos, que veda em uma junta, um O-ring ou uma superfície de assentamento. Verifique onde a conexão foi projetada para vedar antes de trocar uma pela outra.
Dá para identificar uma rosca para tubos só com paquímetro e pente de rosca?
Eles ajudam a reduzir as opções, mas nem sempre resolvem, principalmente com normas parecidas, como R x NPT em 1/2 e 3/4, ou com peças desgastadas. Cruze a marcação, o código do modelo e o desenho de conexões, e use os calibres especificados ou a confirmação do fabricante quando necessário.
Mais vedante faz roscas incompatíveis funcionarem?
Não. Mais vedante não corrige diferenças de forma do filete ou de diâmetro. Primeiro, faça as normas das roscas coincidirem; depois, monte com o vedante, a quantidade e as condições de aperto especificados.
Fontes
- Swagelok, Thread and End Connection Identification Guide: ângulos do perfil, tabela de FPP, forma de crista e raiz, pontos de vedação, BSPP/JIS paralela para tubos, observação sobre 1/2 e 3/4 BSPT x NPT (p. 13, 22–28, 37)
- Kuroda Precision, Types of Parallel and Taper Pipe Threads: R, Rc, Rp, G e o tratamento de PT, PS e PF nos anexos da JIS
- OSG, Taper Pipe Thread Gauges (em japonês): calibres PT e R e como julgam a posição da extremidade do tubo
- Engineering ToolBox, ISO 7 Pipe Threads: roscas cônicas ISO 7 e suas correspondentes JIS B 0203, BS 21 (BS EN 10226-1) e DIN 2999
- British Standard Pipe (Wikipedia): designações R, Rc, Rp, G, ângulo de 55°, conicidade 1:16, diâmetro maior da R1 de 33,249 mm
- ASME B1.20.1, Pipe Threads, General Purpose, Inch: escopo que abrange NPT, NPSC, NPSM e outras
- ASME B1.20.3, Dryseal Pipe Threads, Inch: vedação da NPTF e diferença em relação às roscas de uso geral para tubos
- ISO 228-1, Pipe threads where pressure-tight joints are not made on the threads: princípio de vedação das roscas G
- Webtec, Port and Pipe Connections Used in Hydraulic Circuits: conicidade 1:16 e vedação da NPT
- PRESTO, Counsellor: conicidade 1:16 de Rc/BSPT e NPT, perfis de 55° e 60° (p. 38–39)
- Asada, Reference Data: Taper Pipe Threads (em japonês): diâmetro maior da R1 no plano de referência, FPP da família R (p. 218)
- Kubota ChemiX, Building Services Products Catalog (em japonês): cuidados com juntas roscadas em conexões plásticas (p. 29)
- Izutsu Seisakusho, Pipe Thread Combination Table (em japonês): combinações de PT, PS e PF com roscas da família NPT
- Watanabe Electric Industry, Thread Standards and Dimensions (em japonês): exemplos de designações de conexões de instrumentos
- Swagelok, Tube Fitter's Manual: engripamento de roscas, aperto, como manter a fita veda-rosca fora do fluxo (p. 111, 116, 120, 196)
- ABNT NBR NM-ISO 7-1:2000, Rosca para tubos onde a junta de vedação sob pressão é feita pela rosca – Parte 1: Dimensões, tolerâncias e designação: símbolos R, Rc e Rp (cópia consultada em serviço de documentos online; consulte a edição vigente na ABNT)
Artigo original em japonêsEste guia se baseia em um artigo do MONOSCOPE escrito para leitores no Japão: Rc(PT)とNPTの違いは?R・Rp・Gの意味と管用ねじの見分け方


